quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Sofrimento

"Faz da tua alma um diamante. Por cada novo golpe uma nova face, para que um dia ela seja toda luminosa."



(Rogelio Stela Bonilla)

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Este é e será o meu caminho...



Depois da tempestade

Dias a fio
Derramando lágrimas
Fluindo para um rio...

Gotículas transparentes
Escorrem num solo rugoso
Marcado pelas tristezas crescentes;
Tornado agitado e perigoso!

Tom de pele
Antigamente claro
E doce como o mel;
A acidez do fel
O maltrata hoje.
Não, não é um feito raro
Aquele que dito a este papel.

Feito constante, perturbante;
Espada de cintura afiada;
Medo que sufoca, preponderante;
Ferida não mais cicatrizada...

Se cada lágrima chorada
Por mim derramada
Fosse um pobre barco,
Eu não iria além de um poluído charco!

Corre lágrima para algures
Para um tempo longínquo;
Que eu não te encontre em nenhures!

Leva contigo este sentimento
Que me leva ao desespero,
O amar que me traz o desalento!
Leva-o com a força do vento
E não restará de mim,
Ai de mim, que sofro assim...
Um grito de lamento!

O meu grito será de liberdade
Por ter conquistado o meu mundo
Deixando ao teu alcance,
Linda mulher, a felicidade
De buscares um amor que avance
E evolua num entendimento profundo.

Estado febril o da felicidade,
Suores de águas mil
Transpiradas por mim

Evadida, por fim, da realidade!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

A 1ª tela que colori foi...


"O SABOR DO BOM GOSTO"
Era ainda muito jovem quando enveredei pela vertente artística no seio escolar. Tendo sempre um enorme desejo de inovar; criar e comunicar em simultâneo, na altura de escolher a área de formação para o início de mais um ano lectivo, desta vez para o secundário, optei pela área de artes o que, devo dizer, não foi do inteiro agrado dos meus pais mas, enfim... hoje isso são meras águas passadas.
Encontrava em cada disciplina de uma forma distinta evidentemente, contudo, havia aquelas nas quais os meus sentidos se expandiam a passos mais velozes: história da arte e oficina de artes. Neste contexto, foi exactamente na disciplina de oficina de artes que foi pedido aos alunos que fizessem um trabalho abstracto, usando os materiais que achassem convenientes para o embelezamento e "realismo" do mesmo. Assim, agarrei uma folha de papel em branco e esbocei 2 rostos que ao 1º olhar pareciam sedentos de algo; uma sede que decidi caracterizar através do vinho do Porto, dado que este é espirituoso e nos liberta os sentidos, evadindo-nos vezes inúmeras da realidade. Daí, foi um simples passo: um toque de requinte acrescentado pelos copos devidamente cheios por esse líquido libertador.
A última etapa foi sensacional! Toquei uma tela em branco pela 1ª vez e senti a sua textura; debrucei-me sobre ela e desenhei mentalmente aquilo que seria o meu 1º trabalho abstracto; deixei a minha mão deslizar com o pincel colado aos dedos (ainda a medo) sobre esse suporte artístico e fui-me deixando levar... até que, passadas algumas horas de trabalho, a minha 1ª tela estava colorida com cores que eu delineei sem me cingir a nada nem a ninguém. Assim, nesta miscelânea de pigmentos; cores e pinceladas nasceu - "O Sabor do Bom Gosto".

domingo, 5 de agosto de 2007

Palavras...

São palavras o que digo,
São palavras o que sinto...
O tempo mendigo
Maltrata-me se minto,
Com um toque bem sucinto.

À quem diga
Que as leva o vento,
Mas, em momentos de fadiga
Recuso-me a aceitar
Tal pensamento,
E limito-me a chorar
A cada momento!

Sou um Ser
Que foi, é e será
Um permanente sofrer...
Espero e desespero
Vir a saber
Quando a felicidade voltará!

São palavras o que dizem,
São palavras o que sentem...
Serão verdadeiras,
Ou será que mentem?!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Um sentir que trago cá dentro!

Queda d’água

Sentada bem no cimo
De uma rocha acizentada,
Observo ao longe o caminho
Traçado pela água agitada...

Espuma que se forma à superfície
Dessa fonte que brota a natureza;
Perco-me na montanha,
Encontro-me na planície,
Só porque busco a eterna beleza!

Rio que bebe de seu afluente
Como planta que se alimenta da raiz,
Suco de frescura permanente
De cor dissolúvel para qualquer aprendiz.

Aprecio a frescura
Das árvores e da sua folhagem;
Destas águas são a cobertura
E o adorno de sua margem (...)

Saboreio a corrente
Num sobe e desce constante,
O meu entusiasmo é crescente;
Vejo numa pedra um lapidado diamante!

Todavia, esta dança das águas
Tem uma mãe que lhe é fiel;
Oxum é a suprema entidade
Que suaviza todas as mágoas,
Adoçando os lábios sequiosos
Do vulgo que prova o seu mel!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Um pouco de calor não faz mal a ninguém! ;-)

É o calor do Verão
Bem colorido, por sinal:
Ritmo, euforia, sensação...
Sentido louco e sensual!
Dispa-se! Faça igual!

Caminho de...



Pé descalço na areia molhada


Desato-me dos atacadores
Que se me prendem aos pés ,
Solto ululos sonhadores ...
Remos soltos nas marés !

O frio que me gela ,
Derrete-o o sol que me venera
Como se fosse eu , a deusa bela
Que dá expressão a esta quimera !?

Caminho , caminhando
Por sobre a areia molhada ...
Vivo sonhando ,
Sonho vivendo , vivendo alucinada ...

Este ermo Ser ,
Fosse comandante
De um navio distante ...
(Lá longe ...)
Um semblante de monge ...
Seria um viajante
Sobre o mar ,
Remando adiante
Com a força a escassear !

Aqui , neste ermo espaço
Que visto como pajem ,
Remo como o meu passo
O caminho que faço ,
Qual espectro de passagem !?