quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Sinto-me frágil!?

Não há Sol que ilumine
O meu dia acizentado!
Não há chuva que domine
A tempestade, o meu ego inundado!
Há sim uma ferida latente
Que sangra apesar de comprimida;
Falta de esperança
Porque estás presente?
Vida minha sentida
Num pular de oscilações,
Por mil e uma razões...
A gratidão pelo espólio que tenho
Parece por vezes desvanecer-se!
São tantas as emoções
Que experimento de surpresa,
Que me perco na incerteza
De um querer além do poder.

Frágil sentir que me abraças,
Deixa-me! Não me queiras sufocar!
Liberta-me! Dá-me uma luz que eu possa alcançar!

domingo, 13 de janeiro de 2008

Encontro com Florbela Espanca...



O nosso mundo

Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...


Que importa o mundo seus orgulhos vãos?...


O mundo, Amor?... As nossas bocas juntas!...






Florbela Espanca

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

O meu Oásis!

Fui a arquitecta
De mil projectos que sonhei;
Enorme linha recta
No meu destino eu tracei...
Tudo para o criar
Eu bem sei:
Um imenso harém
Sem soberania,
Sem um sultão;
Nele, apenas haveria
Lindas odaliscas
Distintas da povoação!
E, caído como uma nuvem
De um suave algodão,
Desce diante do portão
E de suas imponentes paredes
Um oásis reflectindo
A frescura dos suaves verdes
Ao meu redor,
Se abanando e sacudindo
Como para compor uma canção...
Mesmo desconhecendo o seu autor,
A ele elevo o meu louvor,
Nobre herói compositor
Que ergue a bandeira,
Anunciando a vitória derradeira
Do verdadeiro sonhador!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

A importância de sermos nós próprios...



Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o Samurai sentiu-se repentinamente inferior.


Ele então disse ao Mestre:- "Por que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que estou me sentindo assustado agora?"


O Mestre falou:- "Espere. Quando todos tiverem partido, responderei."
Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o Samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o Samurai perguntou novamente:
- "Agora o senhor pode me responder por que me sinto inferior?"


O Mestre o levou para fora. Era uma noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:- "Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior: 'Por que me sinto inferior diante de você?' Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso."

O Samurai então argumentou:- "Isto se dá porque elas não podem se comparar."

E o Mestre replicou:- "Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo. Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer.

"Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida!"

domingo, 6 de janeiro de 2008

O Dia de Reis


A estrela, conta o evangelho, os precedia e parou por sobre onde estava o menino Jesus. "E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mt 2, 10). "Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, ser um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles. O ouro pode representa a realeza (além providência divina para sua futura fuga ao Egito, quando Herodes mandaria matar todos os meninos até dois anos de idade de Belém). O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobre ao céu (Salmos 141:2). A mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, nos remete ao gênero da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19: 39 e 40), sendo que estudos no Sudário de Turim encontraram estes produtos.

"Entrando na casa, viram o menino (Jesus), com Maria sua mãe. Prostando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra." (Mt 2, 11).

Na antiguidade, o ouro era um presente para um rei, o olíbano (incenso) para um sacerdote, representando a espiritualidade e a mirra, para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).
Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltazar se traduz por “Deus manifesta o Rei”. Como se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, representando as três raças humanas existentes, em idades diferentes.
in Wikipédia

sábado, 5 de janeiro de 2008

A poesia com o mesmo sabor de sempre...



O choro das nuvens

Pingas descaradas
Desfilam na sua nudez
De ser assexuado!
Lágrimas pelas nuvens derramadas;
Águas de um céu lavado
Correm como pela primeira vez.

Estendo os dedos longitudinalmente
Para que alcancem o espaço
Que me cobre a cabeça:
Danço; canto; sorrio... o que eu faço
Apenas para que ele desça
E me molhe solenemente!

Choram as nuvens enternecidas,
Nada lamentando, somente recriando
Um clima de Inverno molhado.
O seu oscilante choro
Transforma a paisagem
Que à muito nos vinha acompanhando;
Dá-lhe um sorriso estridente, escancarado,
Pois o doce destempera o salgado!?

Temperos modificados
Que saboreio delicadamente.
Com os pés na terra molhados
Caminho por dias pardacentos,
Mas cheios de alento...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Começo de ano em reflexão...

"Os anos ensinam muitas coisas que os dias desconhecem."
(Autor desconhecido)