
terça-feira, 20 de maio de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
Quando a amar se alimenta o prazer...

Vivo no auge da incerteza.
Dias que eu passo sentada
Olhando o brilho do sol,
Idolatrando a sua beleza.
Quisera eu idolatrar
Antes as ondas do mar;
Implorar-lhes que me molhassem
Com o frio da sua água.
Só assim, eu acalmaria o calor
Que me inflama as entranhas...
Invasão de um desejo
Contemplado, mas não saciado!
Chama ardente que não tem porto,
Não tem dono,
Perde-se na negação do teu amar.
Se o corpo que é teu
Me fosse ofertado
Como uma estrela
Brilhando no céu,
Eu pedir-lhe-ia um desejo:
O sabor ardente do teu beijo
Num encaixe perfeito
Com o que é meu.
Estrela cadente
Que desfilas à noite ao luar,
Dá à minha musa amada
As coordenadas para que ela se cole a mim,
E não me se volte a desprender!
A eternidade será o presente do destino
Que juntas iremos percorrer...
Caminhos traçados pelo amor,
Esse ingrediente que tempera a vida
E alimenta minh’alma sedenta
De tudo o que tens para oferecer.
Sei-te de cor,
Sei-te aqui, a meu lado!
O odor do teu corpo suado
Denuncia-te, fala-me ao ouvido.
Instante contemplativo
De infinito prazer...
Abraço inquebrantável
Impossível de romper.
Dias que eu passo sentada
Olhando o brilho do sol,
Idolatrando a sua beleza.
Quisera eu idolatrar
Antes as ondas do mar;
Implorar-lhes que me molhassem
Com o frio da sua água.
Só assim, eu acalmaria o calor
Que me inflama as entranhas...
Invasão de um desejo
Contemplado, mas não saciado!
Chama ardente que não tem porto,
Não tem dono,
Perde-se na negação do teu amar.
Se o corpo que é teu
Me fosse ofertado
Como uma estrela
Brilhando no céu,
Eu pedir-lhe-ia um desejo:
O sabor ardente do teu beijo
Num encaixe perfeito
Com o que é meu.
Estrela cadente
Que desfilas à noite ao luar,
Dá à minha musa amada
As coordenadas para que ela se cole a mim,
E não me se volte a desprender!
A eternidade será o presente do destino
Que juntas iremos percorrer...
Caminhos traçados pelo amor,
Esse ingrediente que tempera a vida
E alimenta minh’alma sedenta
De tudo o que tens para oferecer.
Sei-te de cor,
Sei-te aqui, a meu lado!
O odor do teu corpo suado
Denuncia-te, fala-me ao ouvido.
Instante contemplativo
De infinito prazer...
Abraço inquebrantável
Impossível de romper.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O mestre nas coisas do amor!
O INSECTO
Das tuas ancas aos teus pés
quero fazer uma longa viagem.
Sou mais pequeno que um insecto.
Percorro estas colinas,
são da cor da aveia,
têm trilhos estreitos
que só eu conheço,
centimetros queimados,
pálidas perspectivas.
Há aqui um monte.
Nunca dele sairei.
Oh que musgo gigante!
E uma cratera,
uma rosa de fogo humedecido!
Pelas tuas pernas desço
tecendo uma espiral
ou adormecendo na viagem
e alcanço os teus joelhos
duma dureza redonda
como os ásperos cumes
dum claro continente.
Para teus pés resvalo
para as oito aberturas
dos teus dedos agudos,
lentos, peninsulares,
e deles para o vazio
do lençol branco caio,
procurando cego
e faminto teu contorno
de vaso escaldante!
Por Pablo Neruda
Das tuas ancas aos teus pés
quero fazer uma longa viagem.
Sou mais pequeno que um insecto.
Percorro estas colinas,
são da cor da aveia,
têm trilhos estreitos
que só eu conheço,
centimetros queimados,
pálidas perspectivas.
Há aqui um monte.
Nunca dele sairei.
Oh que musgo gigante!
E uma cratera,
uma rosa de fogo humedecido!
Pelas tuas pernas desço
tecendo uma espiral
ou adormecendo na viagem
e alcanço os teus joelhos
duma dureza redonda
como os ásperos cumes
dum claro continente.
Para teus pés resvalo
para as oito aberturas
dos teus dedos agudos,
lentos, peninsulares,
e deles para o vazio
do lençol branco caio,
procurando cego
e faminto teu contorno
de vaso escaldante!
Por Pablo Neruda
quarta-feira, 7 de maio de 2008
sábado, 3 de maio de 2008
Realidade em excelência...
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