quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Um mar de rosas



A vida é um mar de rosas
Contudo , é preciso que se saiba nadar
Por entre os seus espinhos !
E longos são esses caminhos ,
Por onde começo a andar .
São montanhas rochosas ,
Estradas com entranhas sinuosas
Que me fazem querer hesitar ...

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Visita inesperada


Em cada passo que dou
Avança o receio e a inquietude
De quem não sabe porque sua vida
Tão de repente mudou?!
Margem de manobra, atitude;
Incertezas de um beco sem saída
Que ao que parece se bloqueou!

Quando tudo girava
Na perfeita perfeição,
Eu, tornada borboleta, voava...
Ninguém me alcançava,
Não me agarrava nenhuma mão!

Até que um dia,
No despertar matinal,
Senti que algo me feria;
Todo o meu corpo doía
Numa escala gradual.

Escala essa crescente
Aumentando o meu sofrer
Sem que eu me pudesse aperceber,
Se estaria doente,
Ou apenas a enfraquecer!?

Implorei à dor
Que se afastasse.
Invoquei um Deus
Que é paz e amor,
Suplicando-lhe que me ajudasse
A dizer um adeus
A tão forte dor.

Mas Deus é um só;
O ouvinte atento
De toda a humanidade,
Esvoaça no céu como pó;
Ergue-se das cinzas
E perpetua-se na eternidade!

Assim o meu Eu
É um grão de areia
No meio do deserto;
O sofrimento é meu,
E dói, é certo;
Contudo, há um mundo
Que reflecte doenças infernais...
Estado de decadência moribundo
Afectando todos os mortais!

Sou só mais um mortal
A carregar a enfermidade
Sobre as suas costas cansadas.
Oro a Deus misericordioso
Para que a dor me ataque com suavidade;
Para que suas mãos abençoadas,
Me toquem com a energia vital
Capaz de suportar o meu karma
De tão grande voracidade!

Sou filha da juventude,
Embora a minha carne
Seja o reflexo da decadência!
A maturidade é uma virtude
Quando não nos extingue a sobrevivência.

Neste agora de hoje,
Sou a portadora da amargura
De uma dor que não foge,
Que, pelo contrário,
No tempo perdura...
Período estacionário, refractário,
Ânsia imediata de uma cura!

sábado, 8 de setembro de 2007

COMING SOON...

Porque a vida continua...

Processo de extracção
De partículas ínfimas
Pertencentes a um todo enorme;
Ergo-me por entre a multidão
E, levanto a minha mão
Num gesto desajeitado e disforme:
Peço o uso da palavra
Para defesa da minha voz
Tão doce quanto brava;
Sem limites, não lhe atam
Cordas enroladas em nós...
Nós mal conseguidos,
Soltando-se com rapidez;
Estandartes de bandeira
Pela arte erguidos
Com sumptuosa avidez
No verde de uma cimeira.
Verde, verde esperança
Que deste cor a meu prado,
Não mais te esqueço,
Resides na lembrança
Do trigo que semeei ao arado,
Separando o joio
Por uns quantos lavrado!
Árduo trabalho diário;
Submissão às leis da vida;
Estilo incógnito e precário;
Aparente rua sem saída...
O rótulo de perdida
Por entre o passado sofrido,
Deteriorou-se por eu ter vivido
Um presente, sobrevivendo
À oscilação da maré,
Acreditando sempre e vendo
Um farol orientador
Na minha humilde fé!
A oração que me pôs de pé
É a mesma que hoje faço;
Agora, com gratidão e amor
A todo e qualquer Ser.
Pois vivi e continuarei a viver
Seja de que forma for!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Até ontem! Até sempre!


Até ontem, eras um nobre senhor

Convertido por excelência em tenor.


Até sempre, serás uma voz ecoando

Na forma de um pássaro cantarolando.


Até ontem, estiveste aqui...

Terreno Terra enterrado em ti!


Até sempre, revolverás essa mesma Terra

Com a nobreza que o manto da voz tua, encerra!


Até ontem, o preço da tua morte

Me fez parar e questionar qual o custo da sorte?!


Até sempre, os teus dias serão lembrados

Por povos comovidos e apaixonados.


Até ontem, a tua vida era presente;

Até sempre, ela será uma eterna sobrevivente!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Simplesmente...

Tu

Chove lá fora
E tu não estás...
No céu, o trovejar
Lembra as horas más
Que custam a passar.

Ao amanhecer
Estendo meu braço,
Procuro-te na cama
Sem te encontrar;
Quero o teu abraço
Porque quem ama
Ora quer receber,
Ora quer dar!

De nada serviu
A minha busca,
A manhã surgiu
E com ela a brusca
Certeza de não estares ali,
Enquanto eu aqui,
Imaginando o rosto que ofusca
A mais bonita manhã que já vi!


Na almofada
O doce aroma do jasmim
Mantém-me acordada
Pensando no que será de mim...


E é neste devanear
Que se perde a minha fronte
Na esperança de te encontrar,
Antes que outra te encontre.

Já é tarde,
Vi o passar de cada hora...
A chama da paixão ainda arde
E não te deixarei ir embora!

Deu-se o entardecer,
Perdi-me na noite
E sem me aperceber
Sentenciei a mim mesma um açoite:

Serei eu a culpada
Pela tua longa ausência?!
Era certo, estava desesperada
Sem saber o motivo da minha existência.

Observei o luar
Que me observava também,
Foi então que o ouvi sussurrar
Ao ouvido de alguém!

E perante o meu olhar
Brilhante e atento,
Eu vi uma estrela cintilar
E adormeci envolta num lamento:
Por que não me vinhas embalar?!

Então novamente,
Eu vi o amanhecer
E acordei contente
Quando tu começavas a aparecer!


Eras tu,
A beleza em forma de mulher,
Bem ali na minha frente
Com uma expressão sorridente,
Semelhante à de um malmequer!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

"Amor no Feminino" na REVISTA BASTIDORES


Caro leitor:


Se ainda não conhece o meu primeiro livro intitulado "Amor no Feminino", adquira a edição deste mês da REVISTA BASTIDORES e conheça-o melhor!

Por agora, deixo-o com uma breve sinopse do mesmo:

Uma miscelânea de vivências; de preconceitos e de estereótipos cuja existência a sociedade teima em sustentar através das mais absurdas explicações, serve de véu ao mais puro sentimento que é capaz de unir todo e qualquer Ser.
Que ao desfolhar este livro o leitor se sinta embebido na doçura e na aspereza das palavras que dito ao vento para que as leve de boca em boca, somente para servir de alicerce à construção de um mundo novo límpido como a água, sem lugar para um vestígio que seja de discriminação!
Amor no feminino ilustra a homossexualidade na sua essência mais nua; é uma obra que traça o retracto de uma jovem mulher homossexual desde a sua adolescência, passando pelas suas primeiras paixões, pelo seu chorar, pelo seu sorrir (...) até ao momento em que assume a sua opção perante a sociedade. Eu, sim sou eu, a mulher que abre o seu coração a todos os leitores e, atenção, não me dirijo somente à comunidade homossexual, mas sim ao mundo...

Assim, beba do mel que brota de cada verso meu e, na subtileza de um Ser racional, deixe fluir dentro de si a chama ardente da paixão; reinvente, se preciso for, um novo conceito para a palavra amor!


SE DESEJAR ADQUIRI-LO PODERÁ FAZÊ-LO JUNTO DE MIM MESMA, ENVIO À COBRANÇA PARA TODO O PAÍS.



FICA AQUI O MEU AGRADECIMENTO À PAULA MARTIN, DIRECÇÃO GERAL E EDIÇÃO DA REVISTA BASTIDORES, POR TER PROTAGONIZADO ESTE MOMENTO ÚNICO E TÃO IMPORTANTE NA MINHA CARREIRA!