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domingo, 12 de outubro de 2008

Quando a noite não se vai embora...

Assusta-me a noite e os seus contornos sombrios! Hoje amanheci com um estado de espírito sereno, mas com o rodar dos ponteiros do relógio, caí redonda no chão. O dia tinha sem dúvida chegado, já as suas cores, essas, pareciam ter-se perdido no tempo... Estarei eu também perdida?! É que hoje não me conheço: entreguei-me à preguiça; semicerrei os olhos um monte de vezes; passei longos momentos de isolamento, na necessidade de entender o porquê deste medo de enfrentar as cores na escuridão.
Sou cavaleira andante, há já muito tempo. Se me perdi algures, voltar-me-ei a encontrar, por agora, somente necessito de um regaço onde o meu cansaço possa repousar.
Que a noite chegue com alguma cor, porque sem luz não sei viver e preciso saber onde ela me conduz! Preciso perder o medo de ter medo...

domingo, 29 de junho de 2008

Tic Tac

É marcado pelo "tic tac" do relógio este momento que vivencio. Ouço assim o burburinho dos ponteiros, que embora emitindo o seu som característico, marcam sempre o mesmo compasso... um compasso de espera. E é neste impasse, em que não sobem nem descem, apenas subsistem, que dou por mim a divagar. Mente fugidía a minha, rodopia sem parar! Em raros momentos de abstracção inspiro e expiro suavemente, na esperança absorta de que renasça em mim uma vida nova; uma pequena grande recompensa pela sôfrega respiração que me acompanha sempre, pois estou já cansada de tanto lutar. Por fim, ergo um pouco a cabeça e, sentindo-me mais leve, peço apenas coragem e determinação para permanecer nesta luta diária. Apenas e só, porque acredito que nada acontece por acaso.

Assim foi;
assim o é;
assim sempre será...
Do hoje se constrói o alicerce
do tão desejado amanhã.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Talvez?!

Mais um dia numa vida repleta de altos e baixos. Vida minha, vida de tantas outras pessoas que se erguem pela manhã sem saber o que lhes reserva o decorrer do dia. Entendo assim o lema daqueles que vivem cada dia como se do último se tratasse.
É a par desta corrida de pensamentos, que surge o sonho de ascender a esse plano; de também eu viver o dia de hoje como se não houvesse amanhã. Alcanço-o em fugazer momentos, até que me acorda o desespero de tanto lutar para nada, por fim, alcançar!
Sei de cor os livros que escrevi; a essência que contém cada palavra; a força ideológica, que através de expressões de alento, tento incutir no comum cidadão e é assim, no conjunto dos meus versos e poemas, que demonstro a força que cada um de nós deve fazer (re)nascer no seu intrínseco.
Sinto o orgulho correr-me nas veias quando o leitor se revê naquilo que escrevo. Mas sinto mais ainda o desapontamento, por tentar agir com essa força motriz que proclamo aos quatro ventos, sem que o meu ego me obedeça! As lágrimas percorrem-me como um rio em busca de um afluente incerto, tão somente para desaguar. Sinto-me afogar na corrente das suas águas, pois eis-me aqui, incapaz de lutar contra a adversidade das barreiras erigidas no tempo de hoje.
Talvez agora eu deva olhar para o amanhã, acreditar que será um dia rejuvenescido! Talvez o destino do meu pensamento vá além de mim, do meu próprio controlo emocional! Talvez eu não seja a única a remar neste mar de incertezas! Talvez eu seja o olhar atento na penumbra de um rochedo, que tenho que derrubar!?