quinta-feira, 19 de junho de 2008

Sempre assim foi...

"Acreditar em tudo é tolice, mas não acreditar em coisa alguma tolice é."

domingo, 15 de junho de 2008

Palavras doces como o mel...


O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.


Fernando Pessoa

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Talvez?!

Mais um dia numa vida repleta de altos e baixos. Vida minha, vida de tantas outras pessoas que se erguem pela manhã sem saber o que lhes reserva o decorrer do dia. Entendo assim o lema daqueles que vivem cada dia como se do último se tratasse.
É a par desta corrida de pensamentos, que surge o sonho de ascender a esse plano; de também eu viver o dia de hoje como se não houvesse amanhã. Alcanço-o em fugazer momentos, até que me acorda o desespero de tanto lutar para nada, por fim, alcançar!
Sei de cor os livros que escrevi; a essência que contém cada palavra; a força ideológica, que através de expressões de alento, tento incutir no comum cidadão e é assim, no conjunto dos meus versos e poemas, que demonstro a força que cada um de nós deve fazer (re)nascer no seu intrínseco.
Sinto o orgulho correr-me nas veias quando o leitor se revê naquilo que escrevo. Mas sinto mais ainda o desapontamento, por tentar agir com essa força motriz que proclamo aos quatro ventos, sem que o meu ego me obedeça! As lágrimas percorrem-me como um rio em busca de um afluente incerto, tão somente para desaguar. Sinto-me afogar na corrente das suas águas, pois eis-me aqui, incapaz de lutar contra a adversidade das barreiras erigidas no tempo de hoje.
Talvez agora eu deva olhar para o amanhã, acreditar que será um dia rejuvenescido! Talvez o destino do meu pensamento vá além de mim, do meu próprio controlo emocional! Talvez eu não seja a única a remar neste mar de incertezas! Talvez eu seja o olhar atento na penumbra de um rochedo, que tenho que derrubar!?

terça-feira, 3 de junho de 2008

Na partilha de um momento...


Há dias em que olho sem rumo aparente e deixo de pensar em mim. Deixo-me absorver totalmente pelo mundo em meu redor... vejo tudo e nada vejo. Quem me dera discernir este estado de ausência e presença tumultuoso! Mas receio tratar-se apenas de uma quimera, porque não está em minhas mãos moldar a vida dos que me são queridos. Talvez possa (deva) acrescentar alguns "pózinhos mágicos" para lhes dar mais força e coragem, contudo, até nesse instante me vejo submetida à minha condição de comum mortal.

Em Deus, esse Ser omnipresente e omnipotente está o código da humanidade. Não interessa a forma com que ele ganha vida para cada um de nós, pois é o reflexo puro das nossas alegrias, tristezas; certezas, incertezas; amores e desamores (...) de uma infinidade de sentimentos que nos invade o Ego dia após dia. Sinal de que estamos vivos, é este sentir nem sempre confortável!

Assim, peço que se acenda uma luz no fundo do túnel de todos quantos carecem dela! Que a chama do viver intensamente possa assim para sempre, ser reavivada!


domingo, 1 de junho de 2008

Dia Mundial da Criança

Tal como árvores que dão rebentos com o tempo, também o Ser Humano tem esse dom - o fazer nascer em si um pequeno fragmento, um jovem Ser Humano - esta é uma das dádivas divinas que Deus nos concede!
No dia de hoje a "pequenada" é a raínha da festa, de norte a sul do Mundo comemora-se o Dia Mundial da Criança, que é no fundo um louvor aos seus direitos e deveres (deveriam estes ser sempre perpetuados e respeitados, mas será que o são?!)
Não querendo anular o lado festivo deste dia, apenas desejo que a criança veja os seus direitos respeitados pela sociedade e saiba reconhecer os seus deveres para com ela.

Deixo aqui um repto reflexo da minha indignação, e simultâneamente da minha espera de mudança:


InOcÊnCiA fUrTaDa

Inocentes crianças
As que foram levadas,
Raptadas pelo mundo do crime
Que as maltrata e oprime.
Aí descobriram as suas semelhanças,
Uma vez que foram todas abusadas
Em nome do prazer
Daquele homem que quer reter
No seu ego
A insípida vontade de perverter,
Qualquer cabecinha desprotegida
Que não se possa defender!

Num envelope lacrado,
As assinaturas anónimas dos autores
Que foram chamados a depor
Pelo poder judicial.
Presentes a tribunal
Foi-lhes atribuída a coacção
De prisão preventiva,
Mas não é efectiva
Essa decisão.

Os media fazem a divulgação
Pormenorizada dos acontecimentos,
Procurando decifrar
Os servos do diabo,
Mas, ao fim e ao cabo
Há sempre nomes a acrescentar
Provenientes de vários cargos
Com a intenção de furtar
A pura inocência.
Dias amargos irão passar,
Implorando clemência
À justiça que os vai condenar
Ao ler sua sentença!

Os ponteiros do relógio
Estão em espera prolongada,
O que não é lógico
Tendo em conta uma criança apavorada
Que revive a acção premeditada
Inúmeras vezes, no seu inconsciente.

A justiça será competente
Quando fizer cumprir
O direito de agir
No menor tempo possível,
Para que seja reconhecível
A ordem de punir!

Na mente da inocência
Vê-se o mesmo filme com frequência:
A justiça é tardia
E espera-se o dia
Em que assumirá a sua competência.
em "Um Sentir Partilhado", Lúcia Valente